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Tim Payne e a narrativa do underdog: a história que continua conquistando atenção na Copa

Sofia Bedeschi
Tim Payne e a narrativa do underdog: a história que continua conquistando atenção na Copa

Os maiores protagonistas da Copa nem sempre são os favoritos. Às vezes, são as histórias improváveis que a internet decide transformar em fenômeno.

No dia 1 de maio de 2026, dados da Winnin Intelligence mostram o nome Tim Payne registrava 5 interações de engajamento na plataforma. Dezesseis dias depois, esse número era de 30,5 milhões. O crescimento foi de +30.500.000%, impulsionado por uma narrativa que o futebol conhece bem e que continua a mobilizar o público geração após geração: a do underdog.

Tim Payne é jogador da Nova Zelândia que, até então, não tinha fama. Foi o influenciador argentino Valen Scarsini quem o colocou na conversa global: um vídeo que apresentava o jogador acumulou 20,3 milhões de visualizações e 1,6 milhão de likes. A conta oficial da FIFA entrou na sequência, com mais 14,2 milhões de views e 1,8 milhão de likes. Hoje, Tim Payne tem 5,5 milhões de seguidores no Instagram.

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Fonte: Winnin Intelligence. Fonte: Winnin Intelligence. Últimos 30 dias. Relevância representa o engajamento até o sétimo dia dos vídeos sobre Tim Payne no TikTok, Instagram, YouTube, Twitch e Facebook. Mundo.

Essa história só reforça como, em 2026, narrativas já conhecidas no esporte podem ganhar novas proporções quando encontram a velocidade das plataformas e a força dos criadores.

Por que o underdog mobiliza de forma diferente do favorito?

Messi acumulou 5,3 bilhões de engajamentos nos últimos 12 meses. Neymar, 4,7 bilhões. CR7, 3,9 bilhões.

São dados da Winnin Intelligence que confirmam o tamanho dessas audiências, mas dizem pouco sobre a qualidade da conexão que esses atletas geram em um torneio específico.

A narrativa do underdog segue outra lógica. Ela não pede que o fã já conheça o jogador. Ela constrói a relação em tempo real, a partir de uma identificação que vai além da performance atlética.

O que é a narrativa do underdog no esporte?

No esporte, a narrativa do underdog descreve histórias de atletas ou equipes que superam expectativas e conquistam atenção justamente por serem vistos como improváveis protagonistas. 

Tim Payne não acumulou 30,5 milhões de interações porque é tecnicamente superior aos demais. Acumulou porque a internet reconheceu nele algo universalmente familiar: a sensação de estar num lugar muito maior do que o esperado. 

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Fonte: Winnin Intelligence

Esse fenômeno está documentado em nosso relatório, The New Era of Sports Fandom, que analisou mais de 8 milhões de vídeos e 430 bilhões de visualizações de eventos esportivos em todo o mundo.

Um dos achados centrais é que atletas com narrativa de “azarão” geram engajamento consistentemente desproporcional ao seu peso esportivo, porque o público se conecta com o sentimento de pertencimento e com histórias que parecem possíveis, não apenas admiráveis.

Como marcas podem ler esses movimentos antes que se consolidem?

A Copa de 2026 não está sendo contada apenas pelos favoritos. Está sendo construída por quem a internet decide eleger como protagonista, e esses protagonistas emergem de narrativas, não de títulos.

Para marcas que monitoram o Share of Attention™ ao longo do torneio, o caso de Tim Payne deixa um dado claro: os maiores picos de engajamento não necessariamente ocorrerão nos momentos mais previsíveis.

Vão acontecer quando uma narrativa com apelo real encontrar o criador certo no momento certo.

Marcas com inteligência cultural para identificar esses movimentos enquanto ainda estão se formando têm uma janela de ação que o planejamento tradicional de patrocínio, por definição, não consegue captar.


O relatório The New Era of Sports Fandom da Winnin analisa os comportamentos e fenômenos culturais que estão redefinindo como o público consome esporte, e o que as marcas precisam entender para se manter relevantes durante os grandes torneios.

About the Author

Sofia Bedeschi

Jornalista e especialista em redes sociais, com experiência em estratégia de conteúdo, narrativas digitais e na construção de comunidades. Tem interesse em cultura, tecnologia e marketing, acompanhando tendências e movimentos que transformam a forma como marcas e pessoas se conectam.