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O que a estratégia do Itaú na CazéTV revela sobre atenção durante a Copa do Mundo 2026

Raquel Carletto
O que a estratégia do Itaú na CazéTV revela sobre atenção durante a Copa do Mundo 2026

Dos reacts à Roda de Bobo, a presença da marca ajuda a ilustrar uma mudança importante na forma como marcas participam dos grandes eventos culturais.


Durante a Copa do Mundo 2026, a tendência é ocupar mais espaço: mais campanhas, mais posts, mais ativações simultâneas. Mas os dados da Winnin Intelligence mostram que uma das estratégias mais eficientes deste início de torneio seguiu uma lógica diferente.

Em vez de concentrar sua presença em momentos isolados, o Itaú passou a ocupar diferentes pontos da experiência construída pela CazéTV ao redor da Copa, conquistando um share de engajamento relevante nos últimos dias.

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Fonte: Winnin Intelligence. Share de Engajamento das marcas patrocinadoras da Copa do Mundo 2026. Brasil.

 

Além das ativações dentro do tema nos canais proprietários, a marca está presente nos reacts que circulam pelas redes sociais e em diferentes ativações desenvolvidas ao longo da cobertura da Copa na CazéTV. E está também na Roda de Bobo, programa que transformou humor, resenha e entretenimento em parte da experiência de acompanhar o torneio.

O resultado é uma presença que acompanha a audiência antes, durante e depois do torneio e dos jogos em si. 

Por que o Itaú apostou em conteúdo patrocinado na CazéTV

A parceria com a CazéTV se traduz em presença nativa em múltiplos formatos, antes e durante a Copa. Desde o início do torneio (até o dia 16 de junho), 52 vídeos patrocinados pelo Itaú no canal chamam atenção por entregarem 10k de engajamento em média, segundo dados da Winnin Intelligence.

Neles, o Itaú aparece de forma sutil: como um selo estático na moldura da tela. Mas sem menções diretas ou inserção de vinhetas.

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Fonte: Winnin Intelligence

A mesma presença perspicaz acontece no "Roda de Bobo", o programa de humor e entretenimento do canal. Nele, o Itaú ativa quadros dentro do próprio formato: o Desafio Itaú, o Jogo da Nota, enquetes no chat com a torcida. Vários deles viralizam em forma de cortes após o programa, o que mantém o engajamento crescendo mesmo após o fim dos quadros.

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Fonte: Winnin Intelligence

Em todos, a lógica é a mesma nos dois casos: a marca entra na conversa sem tentar controlá-la. 

Digital Fatigue e o novo comportamento do consumidor de conteúdo

O movimento do Itaú faz sentido lido junto com o que a Winnin mapeou no Cultural Report sobre Digital Fatigue. Nos últimos 12 meses, conteúdos relacionados à Digital Fatigue acumularam 1,5 bilhão de visualizações e 84 milhões de engajamentos. Ao mesmo tempo, a produção desses conteúdos cresceu 70%. 

O sinal é claro: as pessoas estão cada vez mais seletivas sobre aquilo que merece sua atenção. Nesse contexto, formatos que já fazem parte da experiência da audiência tendem a encontrar menos resistência do que mensagens que interrompem o consumo.

É uma dinâmica que ajuda a explicar por que programas, creators e formatos nativos vêm ganhando espaço dentro dos grandes eventos culturais.

O que marcas podem aprender com essa estratégia de conteúdo na Copa 2026

Os primeiros dias da Copa mostram que a disputa por atenção acontece entre experiências. As estratégias que mais crescem nem sempre são as que produzem mais conteúdo. Muitas vezes são as que conseguem identificar onde a audiência já está investindo tempo, participação e interesse.

O caso do Itaú ajuda a ilustrar esse movimento: mais do que patrocinar a Copa, a marca encontrou formas de participar dos ambientes que ajudam as pessoas a viver a Copa.

Em um cenário cada vez mais fragmentado, entender esses comportamentos pode ser tão importante quanto entender o próprio evento.

 


 

O Digital Fatigue mudou a forma como as pessoas consomem conteúdo. O que isso significa para as marcas está no Attention Shift Report 2026 da Winnin. Baixe o report aqui.

 

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