IA e Copa do Mundo 2026: como creators estão construindo uma Copa paralela nas redes sociais

Conteúdos que combinam futebol e IA cresceram 162% em relevância em um ano. Entenda como esse fenômeno abre oportunidades para marcas sem direitos oficiais na Copa 2026.
Enquanto a Copa acontece nos campos, outra Copa está sendo criada nas redes. Brasil e México no mesmo time. Jogadores com poderes impossíveis. Partidas que nunca existiram. A IA colocou o torcedor no centro da narrativa do torneio, e os momentos mais potentes estão acontecendo fora dos canais oficiais.
A relevância de conteúdos que combinam futebol e IA cresceu 162% em um ano. O campo unofficial virou campo de jogo.

Por que conteúdos de futebol com IA performam?
O ponto de partida foram as brincadeiras de sempre: estereótipos de cada seleção, comparações entre jogadores, cenários improváveis. A IA amplificou esse repertório. Creators passaram a produzir partidas que nunca aconteceram, escalações impossíveis, jogadas que desafiam qualquer física.
O creator brasileiro @yuri.apbarbosa é um bom exemplo do que esse formato pode gerar. No TikTok, ele constrói situações absurdas e humorísticas em cima dos jogos da Copa e, nos últimos 30 dias, já registrou média de 1,4 milhão de visualizações e 282 mil engajamentos por vídeo, segundo dados da Winnin Intelligence.
O conteúdo que antes dependia de edição pesada ficou acessível para qualquer pessoa com um celular e uma ideia.

O resultado é uma narrativa da Copa que corre em paralelo à oficial e que, em muitos momentos, gera mais engajamento do que ela. No The New Era of Sports Fandom Report, a Winnin já mapeava esse movimento: nos últimos 12 meses, vídeos de futebol com IA registraram 47% mais visualizações médias do que conteúdos tradicionais sobre o tema, considerando publicações em português, inglês e espanhol.
O que isso significa para marcas?
Grande parte do sucesso desses conteúdos vem da forma como eles convidam a audiência a participar. Uma partida impossível gera comentários. Uma escalação absurda gera novas versões. Uma brincadeira criada por um creator inspira dezenas de outras publicações feitas pela comunidade.
A lógica é diferente da publicidade tradicional. Em vez de entregar uma mensagem pronta, o conteúdo funciona como um ponto de partida para novas interpretações. É por isso que a oportunidade para marcas vai além da criação de peças com IA: ela está em entender como estimular participação.
Fornecer prompts, ferramentas, templates ou desafios criativos pode gerar algo mais valioso do que uma publicação isolada: uma comunidade produzindo conteúdo junto com a marca.
Em um ambiente cada vez mais moldado por fandoms, a atenção tende a crescer quando as pessoas sentem que estão ajudando a construir a conversa, e não apenas consumindo o que foi publicado.
A Copa do Mundo está redefinindo como fandoms se comportam, e a IA é parte central dessa mudança. O The New Era of Sports Fandom Report da Winnin detalha como esse novo torcedor consome, cria e se conecta com eventos esportivos globais. Baixe o report.
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Raquel Carletto
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